Até Quando?

” Até quando você vai me dando porrada?

Até quando vou ser saco de pancada?”

 

Sábia observação do cantor Marcelo D2. Até quando o governo vai deixar de se responsabilizar pelos problemas do país? A escola já não é de responsabilidade total do governo, atualmente, é também responsabilidade da comunidade, dos alunos, dos pais e professores.

O trânsito segue o mesmo caminho, assim como os estádio de futebol.

Refiro-me a proibição do consumo alcoólico nos estádios e a redução do limite de álcool permitido no sangue de um motorista para 0%.

Esses dois assuntos geram inúmeras discussões em todos os lugares e em todas as classes sociais do Brasil.

É de fundamental importância impor limites e controlar o abuso de álcool da população, isto não se discute. O fato é que a redução para 0% é uma utopia, é algo impossível de se dar na prática. A responsabilidade de fiscalizar o trânsito é governamental, cabe ao governo criar meios para inibir o consumo de álcool entre os motoristas, mas isso, dado as estatísticas, não acontece. Todos os dias aparecem, nos meios de comunicação, aciedentes e mortes envolvendo motoristas bêbados, totalmente incapazes de dirigir. Isso acontece mesmo sem a aprovação da nova lei com relação a isso, ou seja, já não há fiscalização competente. Por outro lado, o motorista que foi jantar na casa de sua mãe e tomou um copo de vinho durante a janta, estaria livre, iria pra casa e mesmo sendo fiscalizado, seria liberado. Agora isso acabou. É de responsabilidade de todos fiscalizar os amigos, os familiares, os colegas de serviço etc. Pois se o amigo beber um gole de cerveja pra molhar a garganta enquanto fala, poderá ser enquadrado na nova lei. Novamente, o governo joga sobre nós a responsabilidade que era sua. Quero ver uma barreira policial em cada porta de restaurante, casa noturna, festas residenciais, aniversários. Se fosse assim, não precisaria mudar a lei, bastaria fiscalizar de perto, armar um esquema verificando a condicao de cada motorista que sai de uma boate, por exemplo. Mas não, isso exigiria mobilização e comprometimento do governo. Quem “paga o pato” sou eu, que bebo moderadamente, nunca fui multado, nunca bati meu carro em 10 anos de habilitação e que agora tenho que beber refrigerante a noite toda, porque 1 gota de álcool poderá me trazer problemas. Álcool e direção não combinam, eu concordo. Mas as autoridades preferem culpar a todos que fiscalizar as principais ruas da cidade, ao menos durante as noites, sendo que ainda que todos estejam sendo responsabilizados, sem fiscalização, tudo vai acabar em pizza também.

 

A proibição da venda de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol é outra responsabilidade jogada nas costas do torcedor. Os motivos da proibição são as brigas isoladas ou das guerras de torcida, o aumento da criminalidade envolvendo torcedores de futebol. Se houvesse empenho por parte dos governantes, e comprometimento com a sociedade, bastaria um policiamento mais rigoroso, com equipamentos adequados e salários dignos para inibir a ação dos marginais nos jogos de futebol. Preferiu-se proibir a venda a todos. Se pro estádio eu vou de ônibus, com minha namorada e meus amigos sou obrigado a beber água ou refrigerante, pois a segurança pública não quer se responsabilizar, com a energia necessária, pela minha segurança. 

 

Eu sei que o Brasil está se inspirando em países mais desenvolvidos, onde as leis funcionam. Mas só funcionam porque há comprometimento do governo que se responsabiliza com a fiscalização e punição dos transgressores. Aqui, cria-se muita lei e cumpre-se poucas. 

 

Antes de culpar o povo, o governo deveria limpar sua sujeira e perceber qual exemplo dão a eles. 

Porque não comprar cds e dvds piratas quando o exemplo que vem do governo é sempre o roubo, o desvio de verbas, a falta de responsabilidade e a sacanagem?

E uma última pergunta: Até quando vou ser responsabilizado pela falta de competência e de vontade do Governo?

 

Publicado em: on Maio 29, 2008 at 4:40 pm Deixe um comentário

Falando “Certo”

            Pense bem antes de corrigir a fala de alguém, pois a língua não é estática, está sempre em movimento. De acordo com o tempo ela vai mudando conforme as influências culturais, políticas, econômicas e  sociais que um determinado grupo sofre.

Ainda é grande o número de estudiosos e professores de língua portuguesa que pregam o uso correto das palavras e sua ortografia e defendem uma norma padrão de uso. Porém, como a língua é mutável, torna-se impossível classificar o que é certo ou errado. Todos os dias termos novos são incorporados em nossa língua e outros são esquecidos.

Alguém do meu meio social ainda fala “piquenique”? Não. Simplesmente porque ninguém mais faz piquenique. Não faz mais parte da cultura geral do nosso grupo de falantes. Conheço um caso interessante que encerra esse meu pequeno comentário sobre o falar “Certo” :

 === > O aluno de 10 anos pergunta para a professora:      <===

                     – Professora?  Tu foi na na biblioteca hoje?

              E a professora responde : – Pedrinho, não é “tu foi”, o correto é “tu fostes”.

              Pedrinho: – É “tu foi” professora, claro que é.

              A professora comete, então, o maior erro e o mais comum que um idiota que se acha esperto pode cometer e diz:

               – O correto, Pedrinho, é falar “tu fostes”. “Tu foi” NÃO EXISTE.

              O Pedrinho faz a professora parecer uma idiota quando diz:

              - Claro que existe professora. Meu pai fala “tu foi”, minha mãe fala “tu foi”, meus tios falam “tu foi”, todos que eu conheço falam “tu foi”.  A senhora é a primeira pessoa na minha vida a dizer que  ”TU FOI” não existe.

 

Qual a moral???  Não existe uma forma certa de falar. Tudo depende da ocasião e do grupo que está ouvindo. É a famosa regra da adequabilidade. Não vou falar com o presidente da repúplica da mesma forma que falo com meus tios. Mas dizer que não existe uma determinada expressão, ou que está errado, é uma injustiça. Podemos dizer o que é ou não é adequado, aí sim eu vejo uma luz no fim do túnel.  

Publicado em: on Maio 28, 2008 at 1:39 am Deixe um comentário

Esclarecimento

Abrindo, então, esse blog, gostaria de falar um pouco sobre minha opção de estudo.

Estudo Português e Literatura, estou completando o primeiro semestre. Não sou e nunca serei uma pessoa presa a corrigir erros de uso da linguagem nas pessoas. Eu não domino, não dominarei e estou pagando pra ver quando alguém, quem quer que seja, dominar o uso da norma padrão ou Culta do português brasileiro. Mas colocarei, aqui, no decorrer dos dias,  alguns pontos de vista com relação ao estudo da língua no Brasil.

        Não estou garantindo total seriedade no blog. Certamente, eventualmente,  escreverei alguma coisa quando estiver bêbado, com sono, com raiva ou , enfim, em estado mental e/ou físico alterado.

 

Agradeço a visita de todos, embora não acredite que um todo irá me visitar aqui. Talvez minha namorada ou meu irmão.

Mesmo assim, Obrigado.

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Publicado em: on Maio 27, 2008 at 8:40 pm Deixe um comentário