Ínfimo Resumo da Poética de Aristóteles 3

 

PARTE 3 – FINAL

 

O filósofo grego entende que verossimilhança é a semelhança com a realidade. E,  para ele, a necessidade significa que todas as ações devem ocorrer pela necessidade do desenvolvimento, deus ex machina significa a ação de deus para mudar o destino dos homens.

Quando fala sobre nó e o desenlace na obra literária, o estudioso grego diz que o nó é toda a parte inicial da tragédia ate o momento em que se dá o passo para a boa ou má fortuna; e o desenlace e todo desenvolvimento desde a mudança até o fim. Na obra de Sófocles – Édipo Rei – O nó corresponde a toda parte anterior a ação onde Édipo decide encontrar o assassino de Laio e o desenlace é tudo que acontece depois.  

Por fim falarei das diferenças entre a tragédia, a comédia e a epopéia. De acordo com Aristóteles a comédia se dá através de ações de homens de baixo caráter, de classe social inferior e a tragédia é constituída pelas ações de homens de alto caráter, de famílias  tradicionais, seus infortúnios, suas dores, seu sofrimento. Possui espetáculo cênico, e melopéia, enquanto a epopéia não possui tais características. A diferença básica entre a tragédia e a epopéia está na extensão e na métrica de ambas. Cabe dizer que na tragédia é impossível mostrar mais de uma parte da ação que acontece ao mesmo tempo, somente fica registrado a que se desenrola na cena, com os atores. Na epopéia, por ser narrativa, muitas ações simultâneas podem acontecer ao mesmo tempo e por serem conexas com a ação principal, acrescentam maestria a poesia, enriquecendo  a matéria com episódios diversos. A tragédia deve ter um limite de tempo para ser apresentada enquanto para a épica não há limites. Todas as partes da poesia épica se encontram na tragédia, mas nem todas as da poesia trágica se intervêm na epopéia.

Publicado em: às junho 16, 2008 em 8:59 pm  Deixe um comentário  

Ínfimo Resumo da Poética de Aristóteles 2

 

 

PARTE 2      

           A tragédia possui uma estrutura essencial  composta por um espetáculo cênico incluindo encenação e representação dos atores, revelando o ambiente e o tempo(Modo), elocução através da fala e do dialogo, a melopéia, com o canto, a melodia e a musica (Meio), as características do herói(caráter), pensamento, nas idéias expressadas pelos personagens e o mito sendo a historia apresentada na tragédia(Objeto). Para Aristóteles, o mito é a parte mais importante na tragédia e o espetáculo cênico o menos importante, pois não depende do trabalho do autor e sim da representação dos atores.

Um poeta fala das coisas que poderiam acontecer, ele imita, cria uma realidade onde tudo poderia acontecer. Enquanto o historiador fala do que, de fato, aconteceu.  E assim se diferenciam entre si, o poeta e o historiador.

O mito trágico é composto de inicio, meio e fim. Essas partes devem ser interligadas a ponto de ser impossível o entendimento total caso seja retirado uma delas.

Aristóteles fala, ainda, que os mitos podem ser divididos em dois grupos. O mito simples e o mito complexo. O mito simples é quando o herói passa da felicidade para a infelicidade sem que haja reconhecimento e/ou peripécia. O mito complexo, por sua vez, é quando o herói passa da felicidade para infelicidade através da peripécia, do reconhecimento ou dos dois. Esse tipo de mito é apresentado em A ODISSÉIA. As partes qualitativas do mito complexo são : a catástrofe, a peripécia e o reconhecimento..

A catástrofe é o evento ou os eventos dolorosos e funestos que ocorrem com os personagens da tragédia. Corresponde ao sofrimento, morte, dor ou casos semelhantes. A peripécia é uma ação forte que se desvenda de maneira contraria ao esperado. O reconhecimento acontece quando algo que era desconhecido, na tragédia, passa a ser conhecido. São cinco os tipos de reconhecimentos de acordo com Aristóteles: Sinais adquiridos(cicatrizes, tatuagens, marcas) e congênitos, sinais forjados pelo poeta, despertar de memória, silogismo(um ou dois juízos que precedem a conclusão) e paralogismo (raciocínio falaz).

Dentre as partes quantitativas, da tragédia, encontra-se na ordem :  O prólogo, primeiro episódio, Párodo, onde ocorre a primeira entrada do coro, seguido pelo segundo episódio , segunda entrada do coro, terceiro episódio, logo a terceira entrada do coro e por fim o êxodo, conforme sugerido, é o final da tragédia. O coro, corifeu ou coreto é aquele que dialoga com os personagens.

Sobre a situação trágica, Aristóteles diz que é acontece quando o herói passa da felicidade para a infelicidade por força de um erro. Este erro é chamado de erro trágico ou hamartia.

  O herói trágico, geralmente, é quem comete o erro trágico, e quem sofre com a alternância de felicidade para infelicidade, além de pertencer a uma família tradicional e de grande reputação. 

Publicado em: às junho 9, 2008 em 7:32 pm  Deixe um comentário  

Ínfimo Resumo da Poética de Aristóteles

 

PARTE I

 

No estudo da arte em geral e em especial a literatura, o conhecimento das palavras ditas por Aristóteles sobre o assunto é de extrema relevância. Falarei da literatura, e o que filosofo nos diz sobre a poesia. Sua importância começa a ser significativa a partir de sua primeira edição latina em 1498. Desde então, passa a ser usada como meio de estudo.

Segundo Aristóteles, poesia é a arte da mimética, da cópia ou imitação da realidade. Todo artista imita, cria, fantasia, e menti baseado em fatores do mundo real.

Uma poesia se diferencia da outra através de 3(três) fatores : Meio, objeto e modo.

O Meio se dá através do ritmo, do canto e  dos versos.

O objeto pode-se dividir em duas características, sendo uma delas a tragédia, onde o objeto se apresenta como as ações de homens de grande valor e caráter. Tal qual Ulisses(Odisseu) em A Odisséia. A outra característica do objeto é a comédia, onde ele se apresenta como as ações de homens de baixo valor e caráter. O que define o elevado ou baixo valor e caráter de um homens é, geralmente, o nível social do mesmo.

A diferenciação da poesia através do modo acontece quando entendemos quando conhecemos suas variações.  O modo pode ser narrativo quando impera a voz do narrador apesar de o personagem também participar. Há um misto entre eles. Já o modo Dramático não apresenta interferência do narrador e acontece apenas através das vozes e ações dos personagens .

Da diferenciação entre as poesias, resumidamente, é isso que Aristóteles nos diz.

Ele ainda comenta que a poesia surge quando surge o homem, pois é natural do homem e somente dele, entre os seres viventes, a imitação. O homem sente prazer em aprender e imitar.

A tragédia tem origem nos contos Ditirambos, contos dionísicos e no conto do bode(sacrificado a Dionísio enquanto a comedia tem origem nos cantos fálicos e versos jâmbicos.  A evolução da tragédia se deu com o aumento do numero de atores, menos vozes no canto, a inserção dos mitos, do processo de culpa e expiação e a o dialogo tornou-se protagonista. Para Aristóteles, a tragédia é a imitação de uma ação de caráter elevado, completa e de certa extensão. Imita homens de caráter elevado e  se utiliza de linguagem ornamentada(linguagem literária). Não se efetua por narrativa, mas mediante atores. A tragédia sempre causa terror e piedade afim de purificar a catarse. Na tragédia, o meio é marcado pelo ritmo, pelo canto e pelo verso em linguagem literária e tem como objeto as ações de homens de elevado caráter e o modo nas ações dos atores e no gênero dramático.  

Publicado em: às junho 7, 2008 em 12:21 pm  Deixe um comentário  

Até Quando?

” Até quando você vai me dando porrada?

Até quando vou ser saco de pancada?”

 

Sábia observação do cantor Marcelo D2. Até quando o governo vai deixar de se responsabilizar pelos problemas do país? A escola já não é de responsabilidade total do governo, atualmente, é também responsabilidade da comunidade, dos alunos, dos pais e professores.

O trânsito segue o mesmo caminho, assim como os estádio de futebol.

Refiro-me a proibição do consumo alcoólico nos estádios e a redução do limite de álcool permitido no sangue de um motorista para 0%.

Esses dois assuntos geram inúmeras discussões em todos os lugares e em todas as classes sociais do Brasil.

É de fundamental importância impor limites e controlar o abuso de álcool da população, isto não se discute. O fato é que a redução para 0% é uma utopia, é algo impossível de se dar na prática. A responsabilidade de fiscalizar o trânsito é governamental, cabe ao governo criar meios para inibir o consumo de álcool entre os motoristas, mas isso, dado as estatísticas, não acontece. Todos os dias aparecem, nos meios de comunicação, aciedentes e mortes envolvendo motoristas bêbados, totalmente incapazes de dirigir. Isso acontece mesmo sem a aprovação da nova lei com relação a isso, ou seja, já não há fiscalização competente. Por outro lado, o motorista que foi jantar na casa de sua mãe e tomou um copo de vinho durante a janta, estaria livre, iria pra casa e mesmo sendo fiscalizado, seria liberado. Agora isso acabou. É de responsabilidade de todos fiscalizar os amigos, os familiares, os colegas de serviço etc. Pois se o amigo beber um gole de cerveja pra molhar a garganta enquanto fala, poderá ser enquadrado na nova lei. Novamente, o governo joga sobre nós a responsabilidade que era sua. Quero ver uma barreira policial em cada porta de restaurante, casa noturna, festas residenciais, aniversários. Se fosse assim, não precisaria mudar a lei, bastaria fiscalizar de perto, armar um esquema verificando a condicao de cada motorista que sai de uma boate, por exemplo. Mas não, isso exigiria mobilização e comprometimento do governo. Quem “paga o pato” sou eu, que bebo moderadamente, nunca fui multado, nunca bati meu carro em 10 anos de habilitação e que agora tenho que beber refrigerante a noite toda, porque 1 gota de álcool poderá me trazer problemas. Álcool e direção não combinam, eu concordo. Mas as autoridades preferem culpar a todos que fiscalizar as principais ruas da cidade, ao menos durante as noites, sendo que ainda que todos estejam sendo responsabilizados, sem fiscalização, tudo vai acabar em pizza também.

 

A proibição da venda de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol é outra responsabilidade jogada nas costas do torcedor. Os motivos da proibição são as brigas isoladas ou das guerras de torcida, o aumento da criminalidade envolvendo torcedores de futebol. Se houvesse empenho por parte dos governantes, e comprometimento com a sociedade, bastaria um policiamento mais rigoroso, com equipamentos adequados e salários dignos para inibir a ação dos marginais nos jogos de futebol. Preferiu-se proibir a venda a todos. Se pro estádio eu vou de ônibus, com minha namorada e meus amigos sou obrigado a beber água ou refrigerante, pois a segurança pública não quer se responsabilizar, com a energia necessária, pela minha segurança. 

 

Eu sei que o Brasil está se inspirando em países mais desenvolvidos, onde as leis funcionam. Mas só funcionam porque há comprometimento do governo que se responsabiliza com a fiscalização e punição dos transgressores. Aqui, cria-se muita lei e cumpre-se poucas. 

 

Antes de culpar o povo, o governo deveria limpar sua sujeira e perceber qual exemplo dão a eles. 

Porque não comprar cds e dvds piratas quando o exemplo que vem do governo é sempre o roubo, o desvio de verbas, a falta de responsabilidade e a sacanagem?

E uma última pergunta: Até quando vou ser responsabilizado pela falta de competência e de vontade do Governo?

 

Publicado em: às maio 29, 2008 em 4:40 pm  Deixe um comentário  

Falando “Certo”

            Pense bem antes de corrigir a fala de alguém, pois a língua não é estática, está sempre em movimento. De acordo com o tempo ela vai mudando conforme as influências culturais, políticas, econômicas e  sociais que um determinado grupo sofre.

Ainda é grande o número de estudiosos e professores de língua portuguesa que pregam o uso correto das palavras e sua ortografia e defendem uma norma padrão de uso. Porém, como a língua é mutável, torna-se impossível classificar o que é certo ou errado. Todos os dias termos novos são incorporados em nossa língua e outros são esquecidos.

Alguém do meu meio social ainda fala “piquenique”? Não. Simplesmente porque ninguém mais faz piquenique. Não faz mais parte da cultura geral do nosso grupo de falantes. Conheço um caso interessante que encerra esse meu pequeno comentário sobre o falar “Certo” :

 === > O aluno de 10 anos pergunta para a professora:      <===

                     – Professora?  Tu foi na na biblioteca hoje?

              E a professora responde : – Pedrinho, não é “tu foi”, o correto é “tu fostes”.

              Pedrinho: – É “tu foi” professora, claro que é.

              A professora comete, então, o maior erro e o mais comum que um idiota que se acha esperto pode cometer e diz:

               – O correto, Pedrinho, é falar “tu fostes”. “Tu foi” NÃO EXISTE.

              O Pedrinho faz a professora parecer uma idiota quando diz:

              - Claro que existe professora. Meu pai fala “tu foi”, minha mãe fala “tu foi”, meus tios falam “tu foi”, todos que eu conheço falam “tu foi”.  A senhora é a primeira pessoa na minha vida a dizer que  ”TU FOI” não existe.

 

Qual a moral???  Não existe uma forma certa de falar. Tudo depende da ocasião e do grupo que está ouvindo. É a famosa regra da adequabilidade. Não vou falar com o presidente da repúplica da mesma forma que falo com meus tios. Mas dizer que não existe uma determinada expressão, ou que está errado, é uma injustiça. Podemos dizer o que é ou não é adequado, aí sim eu vejo uma luz no fim do túnel.  

Publicado em: às maio 28, 2008 em 1:39 am  Deixe um comentário  

Esclarecimento

Abrindo, então, esse blog, gostaria de falar um pouco sobre minha opção de estudo.

Estudo Português e Literatura, estou completando o primeiro semestre. Não sou e nunca serei uma pessoa presa a corrigir erros de uso da linguagem nas pessoas. Eu não domino, não dominarei e estou pagando pra ver quando alguém, quem quer que seja, dominar o uso da norma padrão ou Culta do português brasileiro. Mas colocarei, aqui, no decorrer dos dias,  alguns pontos de vista com relação ao estudo da língua no Brasil.

        Não estou garantindo total seriedade no blog. Certamente, eventualmente,  escreverei alguma coisa quando estiver bêbado, com sono, com raiva ou , enfim, em estado mental e/ou físico alterado.

 

Agradeço a visita de todos, embora não acredite que um todo irá me visitar aqui. Talvez minha namorada ou meu irmão.

Mesmo assim, Obrigado.

\

Publicado em: às maio 27, 2008 em 8:40 pm  Deixe um comentário  
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.